Friday, April 20, 2007
Tuesday, March 06, 2007
Thursday, March 01, 2007
CUIDAAAADO!!!
E mais uma capita do L!, desta vez do glorioso tiro! Barulho infernal ficar ouvindo aquelas espingardas! hehehehe! mas valeu a pena, é bem legal!


MÃOS AO ALTO!
(foto: Renato Cordeiro, o Popó!)
Não precisa se assustar! Daniela Carraro, de apenas 21 anos, não tem nenhuma intenção de atirar em qualquer pessoa. Mas se pratos forem lançados à sua frente, a história é outra. A paulista é uma das esperanças brasileiras no Pan-Americano, em julho e é a única da modalidade skeet, em que o atirador tem de acertar pratos arremessados entre duas bases.
O gosto por tiro, que não pode ser considerado um esporte comum, ainda mais para mulheres, começou em casa, por influência do pai. Mas as brincadeiras só viraram assunto sério há cerca de seis meses. Quando compareceu a uma competição apenas por lazer e foi “convocada” a participar por um amigo.
– Você não vai ao Pan? Vai sim, é a única no skeet – disse, e a convenceu.
A partir daí, a rotina de treinos teve de ser conciliada aos estudos. Para complicar mais, Daniela, de 21 anos, cursa o último ano de administração e ainda tem de apresentar uma tese este ano para concluir a faculdade. Pior para os colegas com quem faz o trabalho, apesar de ela saber que o sonho de viver do esporte é distante. No Brasil, a modalidade sofre pela falta de apoio.
Um exemplo para o descaso com a modalidade é Janice Teixeira, bronze da fossa olímpica (prova em que um prato é lançado em direção aleatória) em Santo Domingo. Ela trabalha com publicidade, faz faculdade e tenta montar uma Organização Não Governamental (ONG) para combater o consumo de drogas. Com tantos obstáculos, Janice paga para competir. Como na semanapassada, no Peru, onde conseguiu a vitória.
No caso de Daniela, que treina e compete há apenas seis meses, a preocupação é ainda a falta de experiência. Ela admite até que às vezes se sente nervosa.
– Acho que o esporte dá um pouco dessa insegurança. Mas com o tempo a confiança volta, como após fazer uma boa série de treinos – conta a paulistana, que já coleciona um bronze em prova no Chile e uma prata na Argentina.
Para o Pan, ela só precisa atingir o índice. Ou nem isso, como revelou ao L!.Então é esperar americanas, canadenses e argentinas e não ter dó: atirar!
QUEM É ELA
Nascimento: 25/3/1985, emSão Paulo/SP.
Modalidade: skeet, em que dois pratos são arremessados, a partir de duas bases.
O Pan: há seis meses treinando, é a única brasileira no skeet e só precisa atingir o índice.
Ah, na prova em São Paulo, ela já conseguiu o índice.
KAAAAA!!! luv u! Mas vou ter que te roubar da turma da noite pra assistir aula comigo!! num dá pra vc ficar tão longe!!! Bju
Kiss: Por Trás da Máscara
Bom, pra inovar um pokito (mas pegando no gancho a resenha de um cara pro Dark side of the moon - ROGER WATERS VEM AÍ!!!) uma resenha da biografia do Kiss! É bem legal, se bem que o formato poderia ser melhor... é mais ler o texto dos autores que apenas ler as frases coladas lá...
Kiss: Por Trás da Máscara
Publicado no www.whiplash.net - o mais completo site de rock e metal
Publicado no www.whiplash.net - o mais completo site de rock e metal
Chegou às livrarias brasileiras, no fim de 2006, a biografia oficial autorizada “Kiss: Por Trás da Máscara”, contando toda a história da banda americana desde a sua criação, antes mesmo de ter o nome definitivo, passando por mais de três décadas de história e chegando ao reencontro em 1996, com “Psycho Circus”.Mas o livro, lançado pela Companhia Editora Nacional, não se apresenta como uma biografia tradicional, principalmente quando levado em conta o formato usado pelos autores David Leaf e Ken Sharp. Isto porque a maior parte da obra, traduzida por Áurea Arata e Marina Garcia, consiste em depoimentos das pessoas envolvidas. E só.
Para explicar melhor, o livro quase todo é apresentado entre aspas e com poucas narrações dos autores. Isso pode ter um efeito positivo, já que as frases são das pessoas envolvidas na história da banda (músicos, produtores, executivos de gravadora) e ninguém tem maior credibilidade que elas neste caso. Porém, esse “desaparecimento” dos autores prejudica na medida em que o livro poderia fluir com maior facilidade. Eles teriam a chance de ditar o ritmo do texto e evitar informações repetidas que vão aparecendo no decorrer da leitura.
Mas vamos à biografia propriamente dita. “Kiss: Por Trás da Máscara” é uma mistura de dois momentos diferentes, relacionados ao momento em que cada autor fez sua pesquisa. O primeiro foi David Leaf – um escritor e produtor de TV, que fez a biografia oficial dos Bee Gees –, responsável pelo primeiro terço do livro. Em 1979, ele teve uma série de encontros com os músicos do Kiss com o objetivo de produzir uma biografia. Mas o resultado nunca havia saído do papel até que, em 1990, Ken Sharp, um músico reconhecido por saber tudo sobre a banda, ficou sabendo de sua existência e sugeriu que ambos concluíssem o livro. Sharp, então, levantou informações por meio de entrevistas e, treze anos depois, o trabalho estava pronto.
Como não podia deixar de ser, Leaf conta detalhadamente os primeiros passos do Kiss, bem antes de a banda explodir no cenário norte-americano e mundial e se tornar uma das maiores do mundo. Nas conversas com os músicos, ele fala da infância de cada um, mostrando como, desde o início, as vidas de Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e Ace Frehley convergiram para chegar ao quarteto que gravaria seu primeiro álbum, auto-intitulado, em 1974.
Antes disso, passa pelas dificuldades enfrentadas por cada um no sonho (bem maluco para os padrões da época) de alcançar a fama na música, indo das bandas de garagem à fase pré-Kiss do Wicked Lester. É claro que todo o visual que os músicos decidiram usar, um dos pilares que os levaram ao estrelato, e as influências para isso, como de Alice Cooper e o New York Dolls, não poderiam passar batido.
Numa linguagem bem simples e carregada de declarações dos personagens da época, Leaf não deixa escapar detalhes e traz um material que os fãs, que querem conhecer como tudo começou por dentro e as razões que explicam o rumo que o quarteto acabou seguindo, não podem deixar de ler.
A segunda parte, escrita por Sharp, consiste num apanhado de 350 páginas (segundo ele, o resultado bruto era de 500) com entrevistas das mais diversas. E se na primeira, o outro autor quase só coloca frases, esta é feita exclusivamente delas. Membros da banda (não sendo esquecidos os que se passaram na fase sem pinturas, na década de 80, como Eric Carr, Bruce Kulick e companhia), produtores, técnicos de som, músicos convidados/contratados e executivos, alternam-se para retomar histórias do começo e chegar à reunião de 1996.
Num primeiro momento, chamado “E por falar em línguas...”, Sharp apresenta trechos das entrevistas, falando de apresentações em televisão, os filmes da banda (“Kiss Meets the Phantom of the Park” e “Detroit Rock City”) e dá um bom enfoque na volta do grupo em “Psycho Circus”. No fim do capítulo, ele “abre os gravadores” para outras personalidades e mostra como a banda influenciou gerações de músicos em declarações de artistas como Joe Perry, Ian Gillan, Geddy Lee, etc.
Um dos momentos mais interessantes é a última parte. Nela, a discografia da banda é passada faixa por faixa. Além de os fãs saberem como surgiram tanto os clássicos quanto as músicas que ficaram esquecidas no meio deles, sutilmente se tem uma noção de como foi o caminho da banda na época não abrangida por Leaf. Entende-se, por exemplo, como a vontade de Gene Simmons seguir uma carreira de ator o afastou do Kiss nos anos 80 e fez com que o trabalho recaísse em sua maioria em Paul Stanley.
Por sinal, nem tudo são maravilhas. Saber que muitas vezes músicos contratados assumiram os instrumentos nas horas das gravações faz com que a magia do Kiss suma um pouco e os aproxime das “bandas mortais” por alguns momentos. Mas esta é só uma das revelações (pode-se falar até em surpresas) que esta biografia conta.
Com as ressalvas já feitas, frutos da escolha dos autores, e mais uma, já que a morte de Eric Carr poderia ter um espaço bem maior, “Kiss: Por Trás da Máscara” faz por merecer em ser a biografia autorizada de uma das maiores bandas da história da música. Para quem acha que já sabe tudo de Kiss, melhor repensar e ler o livro para ver se não está faltando nada!
Vale citar o material gráfico de alta qualidade, com fotos inéditas. Mas faltaram imagens de quem passou pelo quarteto nos anos 80, assim como a capa dos álbuns para ilustrar melhor a última parte.
Vale citar o material gráfico de alta qualidade, com fotos inéditas. Mas faltaram imagens de quem passou pelo quarteto nos anos 80, assim como a capa dos álbuns para ilustrar melhor a última parte.
Ah, para que ninguém tenha dúvidas, sim: Ace e Peter estão bêbados na foto de capa, tirada no alto do Empire State Bulding, em Nova York, em uma das diversas maluquices de Gene e Paul. Mas, alguém teria dúvidas?
Saturday, February 17, 2007
Correeeee!!!!!!
Aí vai a última (quase penúltima, pq amanhã tem mais) capita, com o Vanderlei Cordeiro. Foi foda de achar, mas... deu tudo certo no final! graças!
Os 37 anos não importam, para Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na Olimpíada de Atenas, em 2004, o que importa é correr. E é isso que o paranaense fará hoje, às 21h, de Brasília, quando for dada a largada da Maratona de Tóquio.
"Ainda posso correr!"
Os 37 anos não importam, para Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na Olimpíada de Atenas, em 2004, o que importa é correr. E é isso que o paranaense fará hoje, às 21h, de Brasília, quando for dada a largada da Maratona de Tóquio.A explicação para toda a disposição vem rápido e junto a confiança de um bom tempo, em busca de uma das duas vagas para o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho, seu principal objetivo hoje.
– Acho que ainda posso correr rápido a maratona. Minha idade cronológica não corresponde com a biológica. Aproveito para utilizar minha experiência em diferentes situações e isso tem sido favorável para mim – disse ele, que tenta o bicampeonato na prova japonesa. Ele venceu em 1996 e, dois anos depois, ficou com a prata.
Vanderlei chega à prova tentando completar apenas a sua segunda prova depois do bronze olímpico. Em 2006, foi quinto em Amsterdã (HOL) e para se aproximar do recorde pessoal de 2h08min31s, apostou em treinos em altitude elevada.
– Corri em Paipa, na Colômbia, que fica a 2.500m de altitude, fazendo aproximadamente 200km por semana – explicou o maratonista.
A concorrência será pesada. Entre os rivais, três tem marcas melhores que as suas: Sammy Korir – segundo melhor tempo da história, 2h04min56s – e Daniel Njenga, do Quênia, e o japonês Shigeru Aburaya.
Fora a luta para ir ao Pan, Vanderlei ainda não tem planos para o futuro, mas deixa claro que parece ser cedo para parar e que, quem sabe, ainda há chance para conquistar o ouro olímpico que acabou no famoso abraço do padre irlandês, em Atenas.
– Faz parte de mim. Enquanto puder e sentir prazer, vou continuar correndo.
Então, que a maratona recomece!
Friday, February 16, 2007
Até esqueci de entrar aqui, ultimamente! Mór zona tambem, né?! Fazer o q? Hehehe! Mas tá aí o novo item de colecionador do Maiden! Pra se manter ocupado e num perder a mão ;)
Um parabéns especial pra'kela minininha que acabou de conseguir um estágio! Demorou mas não tardou! Te amo, k! Parabéns! Agora sim vc vai fazer muuuito sucesso!
Mas não tanto quanto eu, claro! hahahaha =P

A resposta só pode ser afirmativa, uma vez que por 30 reais, em média, provavelmente o único público interessado será o de seguidores da Donzela. Outro motivo vem do próprio material oferecido pela banda, que pouco tem de atrativo.
A primeira faixa do CD é “Different World”, uma música BEM na linha de “Wildest Dreams”, que abre o penúltimo álbum, “Dance of Death”, mas que ganha credibilidade nos vocais e guitarras. Bruce Dickinson tem uma interpretação diferente no refrão, mais grave que o comum. Já o meio da faixa tem aquele dueto (agora trieto!) tradicional do Iron, com as guitarras de Adrian Smith, Janick Gers e Dave Murray “cantando”. Mesmo assim, não deve ser algo que sobreviva ao teste do tempo, como tantos outros clássicos.
A outra é uma versão ao vivo de “Iron Maiden”, gravada na nova turnê. A dúvida que fica é pela escolha feita. Ao vivo, a música que dá nome à banda esteve em seis álbuns (se contarmos o Box “Eddies Archive”, de 2002 o número sobe para 11!). Então porque não fazer como na época do “Brave New World”, com opções mais interessantes como músicas há tempos fora do set list – “Wasted Years” e “Killers” –, ou em “Futureal” com Bruce se arriscando na gravação feita com Blaze Bayley?
Quanto à qualidade, é indiscutível. Bem gravada e executada, deixa claro o bom trabalho nas três guitarras e mostra que Bruce Dickinson envelhece, mas a voz continua a mesma. Parece coisa de inglês, vide Ian Gillan, no Deep Purple. E o baixão de Steve Harris está lá, como sempre.
A segunda parte, do DVD, vem com apenas um material realmente visual, mesmo que a mídia tenha por finalidade mostrar imagens. Após o vídeo meio esquisito de “The Reincarnation of Benjamim Breeg”, o clipe apresentado é o de “Different World”. Outra vez aparece a semelhança com “Wildest Dreams”. O vídeo é uma animação gráfica que não combina muito com a letra. Bruce passa o tempo todo correndo de robôs e, no fim, Eddie segura o globo terrestre, igual à capa do single. A qualidade não é das melhores, ainda mais comparando ao nível que as animações chegaram em filmes como “Procurando Nemo” e “Carros”. Mas que o rosto do vocalista é quase igual ao real, isso é!
Depois, vem “The Reincarnation of Benjamim Breeg” em versão ao vivo, gravada durante a nova tour, enquanto são passadas belas fotos dos shows do “AMOLAD”. O fotógrafo John McMurtrie mostra o cenário grandioso em que o Maiden apostou. As imagens só mudam depois de dez segundos, ficando um pouco entediante. A faixa é fiel à original, mas a gravação deixou as guitarras um pouco abafadas. O ponto positivo fica para a interação com o público.
Para fechar, como a única novidade que realmente compensa num item para colecionadores, está a versão do clássico “Hocus Pocus”. O instrumental é bem parecido com o original e tem uma execução boa, mas sem perder o estilo dos ingleses. Foi deixado de fora a linha bizarra (não se entenda isso como uma crítica, já que a música é muito divertida) gravada pelo Focus. No lugar, o batera Nicko McBrain, principal destaque pelos “solos” de bateria, volta a fazer seus característicos vocais. Talvez mais estranho que no original, Nicko fala frases desconexas com aquela voz que todos já conhecem. Mais entediante ainda são as imagens do single que se revezam na TV.
Ainda vale falar que o projeto gráfico é muito bom e o novo Eddie não desaponta. Tanto a capa quanto o calendário/pôster foram bem escolhidos.
Enfim, para os colecionadores, é óbvio que a compra é obrigatória, mas para quem não é tão apaixonado pela banda, o dinheiro pode ser melhor gasto, pois lançamentos nunca faltam. A crítica fica pelo fato de o lançamento ser em CD e DVD (quem ouve música em DVD?), quando poderia ser apenas um CD com o clipe em formato de multimídia, como já foi feito anteriormente. A iniciativa abaixaria o custo e comprar o single acabaria sendo mais acessível para quem não faz questão, mas ainda assim tem alguma curiosidade pelo lançamento.
Lançamento - EMI - 2007
Formação:
CD
DVD
Um parabéns especial pra'kela minininha que acabou de conseguir um estágio! Demorou mas não tardou! Te amo, k! Parabéns! Agora sim vc vai fazer muuuito sucesso!
Mas não tanto quanto eu, claro! hahahaha =P
Iron Maiden - Different World (single) - EMI/2007

Os famosos singles são conhecidos como “CDs promocionais”, mas não soaria mais correto se a definição fosse alterada para “itens de colecionador”? É isso o que o novo lançamento do Iron Maiden, o single de “Different World”, logo traz à cabeça. Afinal, alguém ouviu falar da faixa de abertura do álbum “A Matter of Life and Death”, lançado no último ano, apenas depois que o compacto foi parar nas lojas?
Questionamentos à parte, “Different World” foi lançado no exterior em três formatos diferentes enquanto os brasileiros podem adquirir, pela gravadora EMI, uma versão contendo um CD e um DVD. Parece muito, mas na verdade são duas faixas no primeiro, outras duas no último – também de áudio – e mais o videoclipe da música de trabalho. Em tudo isso, “Hocus Pocus”, cover do Focus, é a única que pode ser considerada inédita. Para completar, o encarte vem no formato de um calendário. Item de colecionador ou não?
A resposta só pode ser afirmativa, uma vez que por 30 reais, em média, provavelmente o único público interessado será o de seguidores da Donzela. Outro motivo vem do próprio material oferecido pela banda, que pouco tem de atrativo.
A primeira faixa do CD é “Different World”, uma música BEM na linha de “Wildest Dreams”, que abre o penúltimo álbum, “Dance of Death”, mas que ganha credibilidade nos vocais e guitarras. Bruce Dickinson tem uma interpretação diferente no refrão, mais grave que o comum. Já o meio da faixa tem aquele dueto (agora trieto!) tradicional do Iron, com as guitarras de Adrian Smith, Janick Gers e Dave Murray “cantando”. Mesmo assim, não deve ser algo que sobreviva ao teste do tempo, como tantos outros clássicos.
A outra é uma versão ao vivo de “Iron Maiden”, gravada na nova turnê. A dúvida que fica é pela escolha feita. Ao vivo, a música que dá nome à banda esteve em seis álbuns (se contarmos o Box “Eddies Archive”, de 2002 o número sobe para 11!). Então porque não fazer como na época do “Brave New World”, com opções mais interessantes como músicas há tempos fora do set list – “Wasted Years” e “Killers” –, ou em “Futureal” com Bruce se arriscando na gravação feita com Blaze Bayley?
Quanto à qualidade, é indiscutível. Bem gravada e executada, deixa claro o bom trabalho nas três guitarras e mostra que Bruce Dickinson envelhece, mas a voz continua a mesma. Parece coisa de inglês, vide Ian Gillan, no Deep Purple. E o baixão de Steve Harris está lá, como sempre.
A segunda parte, do DVD, vem com apenas um material realmente visual, mesmo que a mídia tenha por finalidade mostrar imagens. Após o vídeo meio esquisito de “The Reincarnation of Benjamim Breeg”, o clipe apresentado é o de “Different World”. Outra vez aparece a semelhança com “Wildest Dreams”. O vídeo é uma animação gráfica que não combina muito com a letra. Bruce passa o tempo todo correndo de robôs e, no fim, Eddie segura o globo terrestre, igual à capa do single. A qualidade não é das melhores, ainda mais comparando ao nível que as animações chegaram em filmes como “Procurando Nemo” e “Carros”. Mas que o rosto do vocalista é quase igual ao real, isso é!
Depois, vem “The Reincarnation of Benjamim Breeg” em versão ao vivo, gravada durante a nova tour, enquanto são passadas belas fotos dos shows do “AMOLAD”. O fotógrafo John McMurtrie mostra o cenário grandioso em que o Maiden apostou. As imagens só mudam depois de dez segundos, ficando um pouco entediante. A faixa é fiel à original, mas a gravação deixou as guitarras um pouco abafadas. O ponto positivo fica para a interação com o público.
Para fechar, como a única novidade que realmente compensa num item para colecionadores, está a versão do clássico “Hocus Pocus”. O instrumental é bem parecido com o original e tem uma execução boa, mas sem perder o estilo dos ingleses. Foi deixado de fora a linha bizarra (não se entenda isso como uma crítica, já que a música é muito divertida) gravada pelo Focus. No lugar, o batera Nicko McBrain, principal destaque pelos “solos” de bateria, volta a fazer seus característicos vocais. Talvez mais estranho que no original, Nicko fala frases desconexas com aquela voz que todos já conhecem. Mais entediante ainda são as imagens do single que se revezam na TV.
Ainda vale falar que o projeto gráfico é muito bom e o novo Eddie não desaponta. Tanto a capa quanto o calendário/pôster foram bem escolhidos.
Enfim, para os colecionadores, é óbvio que a compra é obrigatória, mas para quem não é tão apaixonado pela banda, o dinheiro pode ser melhor gasto, pois lançamentos nunca faltam. A crítica fica pelo fato de o lançamento ser em CD e DVD (quem ouve música em DVD?), quando poderia ser apenas um CD com o clipe em formato de multimídia, como já foi feito anteriormente. A iniciativa abaixaria o custo e comprar o single acabaria sendo mais acessível para quem não faz questão, mas ainda assim tem alguma curiosidade pelo lançamento.
Lançamento - EMI - 2007
Formação:
Bruce Dickinson - vocal
Adrian Smith - guitarra
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Steve Harris - baixo
Nicko McBrain - bateria
CD
1. Different World
2. Iron Maiden (Live - 2006)
DVD
1. Different World (vídeo)
2. The Reincarnation of Benjaming Breeg (Live)
3. Hocus Pocus (cover - Focus)
Monday, February 05, 2007
Pra completar, Resenha!
Barba cabelo e bigode!!! Entrevista e resenha! Sensacional!
Som não tão bom, mas a energia e as músicas compensam! Enfim, é só ler aí!
Bju pra kzinha, que merece sempre!!!Né? minha Penélope =P
Mas o esperado era mesmo o ARCH ENEMY e os presentes não devem ter se decepcionado. Às 22h15min, os suecos subiram ao palco, com um cenário simples, duas telas e um pano de fundo, ao som de uma introdução, e já começaram destruindo com a pesada "Nemesis", do álbum mais recente (que segue nessa tendência de peso extremo), "Doomsday Machine", de 2005. O engraçado é que os cinco integrantes nem parecem ter todos esses 10 anos de experiência. Como se estivessem estreando, distribuíam sorrisos mostrando a satisfação de tocar, ainda mais no Brasil, tão reconhecido no exterior. Exemplo foi a cara de Angela logo ao chegar à frente do palco. Mesmo com toda a pose de má e com uma maquiagem especial - um risco preto embaixo de cada olho -, não conseguiu esconder o sorriso.

Voltando um pouco no tempo, tocaram "Enemy Within", do primeiro álbum com Angela, "Wages of Sin", considerado por muitos o melhor do quinteto. As guitarras são um show à parte, mostrando terem tanta importância quanto os típicos vocais, por causa da mistura da agressividade com a melodia de riffs e solos, marca registrada do grupo. Michael Amott e Fredrik Akesson mostram que formaram uma boa dupla. O segundo é o substituto do irmão de Michael, Christopher Amott, que deixou a banda em 2005, e já provou seu valor. Se é difícil substituir um membro original, mais difícil ainda é fazer uma parceria com o seu irmão. Mas Fredrik, ex-Talisman, mostrou já estar quase 100% entrosado, além de tecnicamente ganhar de lavada do companheiro.
Seguindo com um set list matador - aliás, a banda já tem uma série grande de clássicos e músicas que não podem ficar fora - tocaram "Dead Eyes See no Future", com seu começo bem sombrio e um refrão cadenciado. Desta vez, era a vez de Michael, que fazia mais caras e bocas que de costume, mostrar o apreço pelo Brasil aplaudindo e mandando beijos aos fãs. Voltando ao "Doomsday", foi a vez de "My Apocalypse", talvez a música mais soturna já gravada pelo grupo, apesar de ter um "miolo" lento e um belo solo, e da agressiva "I Am Legend/Out For Blood".
Uma das músicas mais legais criadas pelo Arch Enemy, "Burning Angel" pareceu não ficar tão espetacular ao vivo. Ou pelo menos não contou com a mesma agitação do público, apesar de ser uma das que melhor exemplifica essa mistura do metal extremo com partes mais melódicas. Outra conhecida de todos foi "The Immortal", do "Burning Bridges". Vale destacar a vontade do baixista Sharlee D'Angelo, o mais empolgado do quinteto. O cara, quase um gigante no palco, simplesmente some dentro dos próprios cabelos, balançando a cabeça a todo instante. Além disso, o ex-companheiro de King Diamond no Mercyful Fate manda bem no seu instrumento.
E (pela última vez) mais uma pausa com o solo de Michael Amott, que provou que o seu negócio não é fritação. Apesar de mandar bem nas partes mais rápidas, também teve ajuda de Daniel e preferiu mandar um som mais cadenciado, primando pela beleza. Dá para entender, depois de tudo, como o ARCH ENEMY consegue juntar tão bem o death metal e o melódico, num estilo próprio.
Com apenas uma hora e vinte, o ARCH ENEMY se despediu da sua primeira apresentação em São Paulo. Enquanto "Enter The Machine" começava a tocar nos PAs, a maioria ainda parecia não acreditar que o show já tinha acabado e com certeza já ficou na vontade de um show com outras faixas marcantes que ficaram de fora como "Instinct", "The First Deadly Sin" e "Silent Wars".
Pelo fato de o grupo ainda ter aquela vontade de banda iniciante, apesar dos 10 anos de experiência, e já voltar aos estúdios logo após este fim turnê, como antecipou o Whiplash!, os fãs não devem esperar muito pelo retorno. Some isso à cara de satisfação da banda e pronto. É só aguardar pela próxima parada no Brasil, com o quinteto desfilando novos petardos, mais melódicos e progressivos, como prometeu Michael Amott.
SET LIST:
Som não tão bom, mas a energia e as músicas compensam! Enfim, é só ler aí!
Bju pra kzinha, que merece sempre!!!Né? minha Penélope =P
Crédito das fotos: Rafael Karelisky. Valeu primo!
Se você é daqueles que só acreditam vendo, o dia 1º de fevereiro, uma quinta-feira, em São Paulo, foi uma bela data para provar uma coisa que mexe com a cabeça de qualquer pessoa: como Angela Gossow consegue cantar (berrar, urrar, bradar, gritar...) daquele jeito? O dia marcou a primeira passagem dos suecos Arch Enemy pelo Brasil, trazendo na bagagem uma história de 10 anos, seis álbuns e um death metal melódico, com influências do tradicional e do thrash, que marca por onde passa - e aí se inclui, além da Europa, Japão e Estados Unidos.
O show aconteceu no Via Funchal e contou com um bom público, apesar de a casa não estar lotada. Os responsáveis por aquecer os poucos que já estavam presentes às 20h45min foram os baianos do Ungodly, com um death metal bem executado, vindo do debut auto-intitulado, mas um pouco prejudicado pelo som e por falhas no equipamento. Eles já eram conhecidos dos paulistanos, quando abriram para o Slayer. Além das faixas próprias, foi justamente uma música dos americanos que eles escolheram para fazer um cover, com uma versão interessante de "War Ensemble".
Mas o esperado era mesmo o ARCH ENEMY e os presentes não devem ter se decepcionado. Às 22h15min, os suecos subiram ao palco, com um cenário simples, duas telas e um pano de fundo, ao som de uma introdução, e já começaram destruindo com a pesada "Nemesis", do álbum mais recente (que segue nessa tendência de peso extremo), "Doomsday Machine", de 2005. O engraçado é que os cinco integrantes nem parecem ter todos esses 10 anos de experiência. Como se estivessem estreando, distribuíam sorrisos mostrando a satisfação de tocar, ainda mais no Brasil, tão reconhecido no exterior. Exemplo foi a cara de Angela logo ao chegar à frente do palco. Mesmo com toda a pose de má e com uma maquiagem especial - um risco preto embaixo de cada olho -, não conseguiu esconder o sorriso.

E, seguindo o ditado, a vocalista alemã SABE e FAZ AO VIVO. Se a qualidade do som não começou das melhores (para variar, mas depois foi acertado), um pouco abafada e com o vocal bem baixo, isso não atrapalhou a performance da banda. Pondo um ponto final a qualquer possível dúvida; Angela faz mesmo tudo o que se ouve nos CDs do ARCH ENEMY e pareceu fazer até mais, sempre gritando. E para quem acha que Tarja Turunen agitava alguma coisa no Nightwish, devia ter visto esta garota. Anda de um lado a outro do palco, balança a cabeça de verdade e faz mil caras e bocas. Quem agradece é o público, que reverenciou a banda e seguiu junto cantando o refrão da música - por mais estranho que seja tentar acompanhar os guturais!
Voltando um pouco no tempo, tocaram "Enemy Within", do primeiro álbum com Angela, "Wages of Sin", considerado por muitos o melhor do quinteto. As guitarras são um show à parte, mostrando terem tanta importância quanto os típicos vocais, por causa da mistura da agressividade com a melodia de riffs e solos, marca registrada do grupo. Michael Amott e Fredrik Akesson mostram que formaram uma boa dupla. O segundo é o substituto do irmão de Michael, Christopher Amott, que deixou a banda em 2005, e já provou seu valor. Se é difícil substituir um membro original, mais difícil ainda é fazer uma parceria com o seu irmão. Mas Fredrik, ex-Talisman, mostrou já estar quase 100% entrosado, além de tecnicamente ganhar de lavada do companheiro.Seguindo com um set list matador - aliás, a banda já tem uma série grande de clássicos e músicas que não podem ficar fora - tocaram "Dead Eyes See no Future", com seu começo bem sombrio e um refrão cadenciado. Desta vez, era a vez de Michael, que fazia mais caras e bocas que de costume, mostrar o apreço pelo Brasil aplaudindo e mandando beijos aos fãs. Voltando ao "Doomsday", foi a vez de "My Apocalypse", talvez a música mais soturna já gravada pelo grupo, apesar de ter um "miolo" lento e um belo solo, e da agressiva "I Am Legend/Out For Blood".
Em "My Apocalypse" vale destacar o trabalho do batera Daniel Erlandsson. Apesar da cara de moleque, ele destrói na bateria. Além das baquetadas e bumbos duplos, é o responsável pelos samplers que entram durante as faixas e ainda mantém a sincronia para tudo funcionar direito.
A primeira canção da fase pré-Angela foi "Diva Satanica", título que caberia como uma luva para ser apelido da vocalista, seguida pelo riff fenomenal de "Skeleton Dance". Foi então que, até para dar um descanso a ela, entrou o primeiro solo da noite, de bateria. Por sorte dos presentes, Daniel tem o bom senso de não se alongar, além de ser criativo, misturando alguns sons ao seu solo. A peça executada é quase igual à do DVD da banda, "Live Apocalypse". Ponto positivo para o batera, que ainda mostrou a excelente técnica.
Uma das músicas mais legais criadas pelo Arch Enemy, "Burning Angel" pareceu não ficar tão espetacular ao vivo. Ou pelo menos não contou com a mesma agitação do público, apesar de ser uma das que melhor exemplifica essa mistura do metal extremo com partes mais melódicas. Outra conhecida de todos foi "The Immortal", do "Burning Bridges". Vale destacar a vontade do baixista Sharlee D'Angelo, o mais empolgado do quinteto. O cara, quase um gigante no palco, simplesmente some dentro dos próprios cabelos, balançando a cabeça a todo instante. Além disso, o ex-companheiro de King Diamond no Mercyful Fate manda bem no seu instrumento.Mais um descanso de Angela veio com a boa instrumental "Hybrids of Steel". Como ninguém é perfeito, a música teve direito a um pequeno erro de comunicação entre Michael e Daniel, que retomaram e seguiram em frente. Depois foi a vez do solo de Fredrik, que contou com uma ajudinha do batera Daniel com uma batida velocíssima. Como já falado, Fredrik mostrou conhecer bem de guitarra e pôde mostrar toda a sua virtuose.
"Bury Me An Angel", primeira faixa do primeiro álbum, "Black Earth", de 1996, foi a próxima, e deixa claro que Angela não se dá bem apenas nas músicas de sua faixa, mas que como o próprio baterista Daniel Erlandsson diz, ela é bem melhor que o antecessor, Johan Liiva, e foi o diferencial para o ARCH ENEMY chegar onde está hoje. Outro clássico absoluto é "Ravenous", do "Wages of Sin", uma daquelas composições que se ouve e não se esquece mais. Foi uma das melhores do show, com seu riff forte, a interpretação agressiva de Angela e o dueto de guitarras na ponte para o refrão.
E (pela última vez) mais uma pausa com o solo de Michael Amott, que provou que o seu negócio não é fritação. Apesar de mandar bem nas partes mais rápidas, também teve ajuda de Daniel e preferiu mandar um som mais cadenciado, primando pela beleza. Dá para entender, depois de tudo, como o ARCH ENEMY consegue juntar tão bem o death metal e o melódico, num estilo próprio.
Angela voltou em "Dead Bury Their Dead", que tem uma linha de guitarra sensacional. Difícil manter a cabeça parada com o riff, mais que inspirado. Para encerrar a noite, mais uma faixa instrumental, a pequena "Snow Bound", com mais um erro de Michael, mas nada de grave. Ela abriu as portas para outro destaque da noite, "We Will Rise", que tem aquele espírito tipicamente pró-metal, com um clima levado por efeitos bem usados e um riff bem simples, mas eficiente. Emendada nela, o belo final de uma das que ficou faltando ser apresentada na totalidade, "Bridge of Destiny".
Com apenas uma hora e vinte, o ARCH ENEMY se despediu da sua primeira apresentação em São Paulo. Enquanto "Enter The Machine" começava a tocar nos PAs, a maioria ainda parecia não acreditar que o show já tinha acabado e com certeza já ficou na vontade de um show com outras faixas marcantes que ficaram de fora como "Instinct", "The First Deadly Sin" e "Silent Wars".
Pelo fato de o grupo ainda ter aquela vontade de banda iniciante, apesar dos 10 anos de experiência, e já voltar aos estúdios logo após este fim turnê, como antecipou o Whiplash!, os fãs não devem esperar muito pelo retorno. Some isso à cara de satisfação da banda e pronto. É só aguardar pela próxima parada no Brasil, com o quinteto desfilando novos petardos, mais melódicos e progressivos, como prometeu Michael Amott.
SET LIST:
Intro
Nemesis
Enemy Within
Dead Eyes See No Future
My Apocalypse
Out of Blood
Diva Satanica
Skeleton Dance
Solo de bateria - Daniel
Burning Angel
The Immortal
Hybrids of Steel
Solo - Fredrik
Bury Me An Angel
Ravenous
Solo - Michael
Dead Bury Their Dead
Snow Bound
We Will Rise / Bridge of Destiny
Formação:
Angela Gossow - vocal
Michael Amott - guitarra
Fredrik Akesson - guitarra
Sharlee D'Angelo - baixo
Friday, February 02, 2007
ARCH ENEMY!!!!!!
AEE!!!!!!!! Para meu próprio orgulho - afinal, a primeira entrevista internacional (de METAAAAAL!!!!) a gente nunca esquece - está aqui minha entrevista com o Arch Enemy.
Mesmo sem a estrela principal, ainda conseguimos uma boa conversa de 25 minutos com os outros quatro integrantes, os guitarristas Michael Amott (mais falante entre eles) e Fredrik Akesson, o baixista Sharlee D'Angelo e o batera Daniel Erlandsson, que, se não são suecos muito calorosos (se isso for possível), não deixaram de ser atenciosos. Nada de férias no Brasil — lugar que eles dizem estar adorando —, eles querem metal!
Whiplash!: Gostaria de saber, primeiramente, um pouco sobre a saída do Christopher (Amott, guitarrista e irmão do guitarrista Michael Amott), em 2005...
Michael Amott: Há diferentes maneiras. Eu e o Daniel gostamos de gravar bastante no seu laptop, com pro-tools. Então podemos captar as novas idéias, como novos riffs e melodias, e juntar com programas e bateria para ter uma idéia de como vai indo. Mas é apenas um modo de trabalho. Também temos uma coleção de materiais antigos que ainda não usamos. A maioria das idéias vem de Daniel e eu, que moramos perto, e o Sharlee, que também aparece, então fazemos jams. É uma coisa orgânica, bem “old school”, não apenas ficar enviando arquivos pela Internet. Até fazemos isso, mas deve ser apenas 25% do nosso trabalho, o resto é escrito nas salas de ensaio.
Whiplash!: O fato de ter uma mulher viajando junto muda alguma coisa, principalmente com sua experiência no Sinergy, de Kimberly Goss?
Whiplash!: E você terá espaço para colaborar nas composições para o próximo álbum?
Fredrik Akesson: Já tenho alguns trechos gravados, só não sei se eles acabarão sendo usados. Em fevereiro começaremos a ensaiar e ver o que vai entrar no disco.
Whiplash!: Então quais são os planos após este encerramento de turnê, com a passagem no Brasil? Férias ou já voltar ao trabalho?
Daniel Erlandsson: Nada de férias. Estamos felizes com tudo isso, felizes de estar em uma banda. Então não queremos férias, apenas escrever novas músicas para voltar à estrada novamente.
Michael Amott: Para mim isto não é um problema, absolutamente. Todo grupo precisa de uma figura forte. Quando Rob Halford entra num lugar é, tipo, “Ohh...”, assim como Ronnie James Dio, ou Bruce Dickinson. Cada um tem um carisma, uma personalidade no palco. Eles criam toda aquela excitação. E o que Angela faz é totalmente diferente. Ao invés de ter inveja, fico feliz. Há bandas que não têm pessoas interessantes, lançam mais um álbum com um monte de caras gordos... Não atrai interesse. Nós queremos criar uma “magia” com qualidade, bons músicos e a Angela no topo disso. Você junta tudo e atinge um novo nível. Ela é uma pessoa muito especial.
Whiplash!: E você Michael, sabia que a entrada dela resultaria neste crescimento todo?
Michael Amott: Não sabia, foi um desafio que assumimos. Quando fizemos isso, em 2000, não havia muitas mulheres na cena, muito menos gritando do jeito que ela faz. Era algo como: “talvez funcione, talvez não”, não do tipo “isso vai dar certo, é dinheiro em nossas contas, vamos lá!”. Eu achei que as reações seriam piores, pois o metal é dominado pelos homens, um ambiente um tanto sexista. Mas tivemos uma aceitação muito grande.
Michael Amott: A Angela parece assustar as pessoas. Elas podem escrever coisas ruins na Internet sobre ela, eu ou a banda, mas nunca chegou alguém que fizesse esse tipo de críticas na cara. Quando você faz sucesso, tem quem não goste, mas não ligamos. Queremos satisfazer a nós mesmos e a nossos fãs, e a cada tour nosso público aumenta e fica mais forte. Nunca quisemos ser a maior banda do mundo, senão não faríamos música pesada e complexa, como fazemos. Essa não é a receita para isso. Fazemos porque amamos.
Whiplash!: Sharlee, conte um pouco da sua entrada no Arch Enemy. Você passou pelo lendário Mercyful Fate, mas parece que se achou mesmo aqui.
Sharlee D’Angelo: Foi uma sorte entrar no Mercyful Fate, uma das minhas bandas preferidas, onde aprendi muito. A diferença é que a banda já havia começado, então só me juntei a eles. Também cheguei ao ARCH ENEMY após alguns álbuns, mas pude ajudar a construir algo, o que é bem mais gratificante. Foi algo desafiador, já havia ouvido o “Black Earth”, que gosto muito, e entrar numa banda assim e ter a chance de torná-la ainda maior é ótimo.
(interrompidos pela assessora de imprensa, encerrando a entrevista)
Whiplash!: Como última pergunta, alguma pista para o set list?
Daniel Erlandsson: Será uma soma de canções novas e antigas, nada que ainda não tenha sido lançado, mas podem aguardar várias faixas do “Doomsday Machine”.
Whiplash!: Será baseado no DVD Live Apocalypse?
Daniel Erlandsson: Será bem melhor que o DVD!
A Angela fez um doce, num quis falar, mas num importa, ficou boa do mesmo jeito, pelo menos eu fiquei satisfeito! hehe
E tudo porque alguns deram uma força e num me deixaram amarelar! (né, minha Kzinha linda! luv u!) Realmente foi difícil, coração bate rápido, suor aumenta, etc etc etc... Um pouco desconfortável até, pela frieza dos amigos suecos, mas normal, eles nunca me viram na vida, como poderia ser diferente...
Enfim, aí vaaaaai!!!!
Créditos das fotos: Rafael Karelisky. Valeu primo!
O Arch Enemy vem conquistando fãs ao redor do mundo principalmente após a entrada de Angela Gossow, em 2000, e do lançamento do álbum “Wages of Sin”, primeiro com a alemã, no ano seguinte. Em sua primeira passagem pelo Brasil, a banda reservou um pouco do seu tempo para uma entrevista para o Whiplash. A má sorte veio com a notícia que a vocalista não participaria. Após atender à TV e dar declarações por telefone, Angela preferiu descansar a sua voz para o show desta quinta-feira, em São Paulo, e para o de Belo Horizonte, dois dias depois.
Mesmo sem a estrela principal, ainda conseguimos uma boa conversa de 25 minutos com os outros quatro integrantes, os guitarristas Michael Amott (mais falante entre eles) e Fredrik Akesson, o baixista Sharlee D'Angelo e o batera Daniel Erlandsson, que, se não são suecos muito calorosos (se isso for possível), não deixaram de ser atenciosos. Nada de férias no Brasil — lugar que eles dizem estar adorando —, eles querem metal!Whiplash!: Gostaria de saber, primeiramente, um pouco sobre a saída do Christopher (Amott, guitarrista e irmão do guitarrista Michael Amott), em 2005...
Michael Amott: Boa pergunta! Já começou pegando pesado (risos)! Não havia nada mais fácil para perguntar?
Whiplash!: Poderia começar com o tradicional: “Você está gostando do Brasil”?
Michael Amott: Estava... (mais risos). Obviamente esta questão é bastante dura, ele era uma parte importante da banda, mas desde então nós estamos em turnê. No começo com Gus G., do Firewind, no Ozzfest, um ótimo guitarrista, e agora com o Fredrik. Achei que podíamos seguir sem Chris. Definitivamente podemos fazer shows, pois é o que temos feito desde julho de 2005.
Whiplash!: Como foi tocar com um desconhecido após anos tocando com o seu irmão?
Michael Amott: É diferente. Fredrik tocou em diferentes bandas e estilos. Eu não, nunca toquei com tantas pessoas, então se alguém se junta a mim, tem que me seguir, porque não consigo fazer o contrário. É meio que: “isto é o que fazemos” e então passo, basicamente, as partes que o Chris fazia.
Whiplash!: E como foi este processo da saída na época? Ele já te dizia que deveria deixar o grupo?
Michael Amott: Sim, mas também percebíamos que ele não estava se dedicando 100%. Começou a não se mostrar tão satisfeito consigo mesmo. Além disso, passou por problemas pessoais, que acontecem com qualquer um.
Whiplash!: Fredrik, tem sido difícil esta adaptação, vindo de grupos como Talisman, mais de hard rock, ou este é o seu gênero preferido dentro do metal?
Fredrik Akesson: Com certeza é. O Talisman nunca foi a minha verdadeira escolha, de coração. É muito leve para mim, então entrar para o ARCH ENEMY foi a combinação perfeita com o meu gosto musical. Foi diferente no começo, por eu nunca ter tocado um som tão extremo, mas tenho gostado muito após estes quase 150 shows que fiz com eles.
Whiplash!: “Doomsday Machine” foi um álbum muito pesado. Mais brutal e mais direto. É algo que vocês devem ter em mente para o próximo álbum?
Michael Amott: Na verdade, nós já estamos começando o novo trabalho e as músicas estão soando um pouco diferente. Do modo que vejo, “Doomsday Machine” e “Anthens of Rebellion” têm uma conexão, como se fossem álbuns irmãos. Eles vieram do mesmo lugar criativo, mais escuro, quase apocalíptico, principalmente nas letras. Agora estamos prontos para ir a uma próxima fase.
Whiplash!: Mais melódica?
Michael Amott: Sim, nos últimos anos eu estive muito dentro deste processo de escrever riffs sombrios e agora acho que estamos prestando mais atenção às harmonias e melodias que tínhamos em “Burning Bridges” e “Wages of Sin”.
Whiplash!: Mas vocês não perderam aquela veia melódica no death metal que tocam.
Michael Amott: Com certeza. Eu adoro estes dois últimos álbuns, são grandes CDs. Mas não foram grandes passos na nossa evolução, que vivemos a cada dia. Ficou mais direto. Já as novas músicas estão ficando mais progressivas.
Whiplash!: Como funciona o processo de composição dentro do Arch Enemy?
Michael Amott: Há diferentes maneiras. Eu e o Daniel gostamos de gravar bastante no seu laptop, com pro-tools. Então podemos captar as novas idéias, como novos riffs e melodias, e juntar com programas e bateria para ter uma idéia de como vai indo. Mas é apenas um modo de trabalho. Também temos uma coleção de materiais antigos que ainda não usamos. A maioria das idéias vem de Daniel e eu, que moramos perto, e o Sharlee, que também aparece, então fazemos jams. É uma coisa orgânica, bem “old school”, não apenas ficar enviando arquivos pela Internet. Até fazemos isso, mas deve ser apenas 25% do nosso trabalho, o resto é escrito nas salas de ensaio.Whiplash!: E durante as turnês?
Michael Amott: Estamos tentando melhorar nisso, pois quanto mais ficamos na estrada, mais tempo passamos juntos, como desde julho de 2005 até agora. É muito tempo para não compormos nada. Infelizmente, não temos muito tempo para fazer essas jams. Mesmo quando estamos como headliners da turnê, as passagens de som têm um horário muito restrito. É raro ter algumas horas no palco, o que eu adoraria.
Whiplash!: Sharlee, você está no grupo há muitos anos (desde o Burning Bridges, de 1999, ainda na fase pré-Angela). Como tem sido está vida em turnê?
Sharlee D’Angelo: É ótimo, estamos viajando extensivamente pelos últimos seis anos e nos damos bem. Conhecemos-nos bem o suficiente para saber, por exemplo, quando deixar alguém sozinho, algo importante numa banda. Você vê muitas bandas que brigam constantemente.
Whiplash!: Vocês são deste tipo?
Sharlee D’Angelo: Não, somos mais calmos. Se há um problema resolvemos com facilidade conversando ao invés de gritar, berrar e bater uns nos outros. Também ajuda sermos suecos, se fôssemos brasileiros, quentes e apaixonados, talvez fosse: “Hei, seu filho da puta!” (risos). Nós somos mais: “olha, tenho um problema, vamos conversar sobre isso”. Acho que temos uma atmosfera muito boa, o que deixa as coisas muito melhores nas turnês.
Whiplash!: O fato de ter uma mulher viajando junto muda alguma coisa, principalmente com sua experiência no Sinergy, de Kimberly Goss?Sharlee D’Angelo: Toda banda é um organismo distinto, por ter pessoas diferentes. Não sou muito afetado por Angela ser uma mulher. Acho que a principal diferença é que nosso ônibus é mais limpo (risos)! De certo modo, ela é um dos caras, mas de outro não, por ser uma garota.
Whiplash!: Ela tem algum tratamento diferenciado, algum tipo de privilégio?
Sharlee D’Angelo: Como ela é a única mulher, tentamos dar o máximo de privacidade possível. Quando não dá, ela que tem que trabalhar com isso. Ela não é como uma “diva”. Mas sempre que podemos, damos este espaço, porque ela necessita mais do que se fosse outro homem.
Whiplash!: Daniel, você está na banda desde o primeiro álbum. Fazendo um balanço, a entrada de Angela foi o principal acontecimento do Arch Enemy?
Daniel Erlandsson: Sim, foi absolutamente a principal mudança, que se juntou aos fatos de lançarmos o nosso melhor álbum, “Wages of Sin”, e termos um reconhecimento muito grande.
Whiplash!: Você tinha alguma noção de que ter uma garota desse tipo poderia alavancar a banda?
Daniel Erlandsson: A maior diferença na verdade foi que os vocais estavam bem melhores que com o vocalista antigo (Johan Liiva). Ela também trouxe uma atitude positiva, que afetou nosso direcionamento, que ficou mais sério. Nós gravamos os primeiros álbuns, mas não saíamos em turnê. Fazíamos dois shows no Japão, algumas viagens curtas, mas a partir de “Wages of Sin” tudo isso mudou.
Whiplash!: E sobre os novos sons?
Daniel Erlandsson: Como o Michael disse, estamos seguindo nesta nova direção, tem sido muito empolgante. Compor é a parte mais legal de se estar em uma banda.
Whiplash!: Ainda nisso, quem fica responsável pela maior parte das letras?
Michael Amott: A Angela tem feito a maioria, tipo 80%. Em outras épocas eu escrevia mais, às vezes todas elas. Estava até fazendo os dois, mas agora estou mais dentro da música. Ela tem escrito boas letras, fortes, e tenho gostado muito, então é simples deixar este trabalho com ela.
Whiplash!: Como foi a recepção, Fredrik, tanto dos fãs como da própria banda, neste ano e meio?
Fredrik Akesson: Tem sido bom. Na verdade leva um pouco de tempo para conseguir entrar mesmo na banda. Mas já me sinto absolutamente em casa.
Whiplash!: E você terá espaço para colaborar nas composições para o próximo álbum?
Fredrik Akesson: Já tenho alguns trechos gravados, só não sei se eles acabarão sendo usados. Em fevereiro começaremos a ensaiar e ver o que vai entrar no disco.
Whiplash!: Então quais são os planos após este encerramento de turnê, com a passagem no Brasil? Férias ou já voltar ao trabalho?
Daniel Erlandsson: Nada de férias. Estamos felizes com tudo isso, felizes de estar em uma banda. Então não queremos férias, apenas escrever novas músicas para voltar à estrada novamente.
Whiplash!: Vocês já sentiram alguma inveja pelo fato de Angela roubar os holofotes? Ou ela acaba ajudando ainda mais com isso?
Michael Amott: Para mim isto não é um problema, absolutamente. Todo grupo precisa de uma figura forte. Quando Rob Halford entra num lugar é, tipo, “Ohh...”, assim como Ronnie James Dio, ou Bruce Dickinson. Cada um tem um carisma, uma personalidade no palco. Eles criam toda aquela excitação. E o que Angela faz é totalmente diferente. Ao invés de ter inveja, fico feliz. Há bandas que não têm pessoas interessantes, lançam mais um álbum com um monte de caras gordos... Não atrai interesse. Nós queremos criar uma “magia” com qualidade, bons músicos e a Angela no topo disso. Você junta tudo e atinge um novo nível. Ela é uma pessoa muito especial.
Whiplash!: E você Michael, sabia que a entrada dela resultaria neste crescimento todo?
Michael Amott: Não sabia, foi um desafio que assumimos. Quando fizemos isso, em 2000, não havia muitas mulheres na cena, muito menos gritando do jeito que ela faz. Era algo como: “talvez funcione, talvez não”, não do tipo “isso vai dar certo, é dinheiro em nossas contas, vamos lá!”. Eu achei que as reações seriam piores, pois o metal é dominado pelos homens, um ambiente um tanto sexista. Mas tivemos uma aceitação muito grande.
Whiplash!: Já houve algum caso de preconceito?
Michael Amott: A Angela parece assustar as pessoas. Elas podem escrever coisas ruins na Internet sobre ela, eu ou a banda, mas nunca chegou alguém que fizesse esse tipo de críticas na cara. Quando você faz sucesso, tem quem não goste, mas não ligamos. Queremos satisfazer a nós mesmos e a nossos fãs, e a cada tour nosso público aumenta e fica mais forte. Nunca quisemos ser a maior banda do mundo, senão não faríamos música pesada e complexa, como fazemos. Essa não é a receita para isso. Fazemos porque amamos.
Whiplash!: Sharlee, conte um pouco da sua entrada no Arch Enemy. Você passou pelo lendário Mercyful Fate, mas parece que se achou mesmo aqui.
Sharlee D’Angelo: Foi uma sorte entrar no Mercyful Fate, uma das minhas bandas preferidas, onde aprendi muito. A diferença é que a banda já havia começado, então só me juntei a eles. Também cheguei ao ARCH ENEMY após alguns álbuns, mas pude ajudar a construir algo, o que é bem mais gratificante. Foi algo desafiador, já havia ouvido o “Black Earth”, que gosto muito, e entrar numa banda assim e ter a chance de torná-la ainda maior é ótimo.
(interrompidos pela assessora de imprensa, encerrando a entrevista)
Whiplash!: Como última pergunta, alguma pista para o set list?
Daniel Erlandsson: Será uma soma de canções novas e antigas, nada que ainda não tenha sido lançado, mas podem aguardar várias faixas do “Doomsday Machine”.
Whiplash!: Será baseado no DVD Live Apocalypse?
Daniel Erlandsson: Será bem melhor que o DVD!


