Thursday, March 01, 2007

Kiss: Por Trás da Máscara

Bom, pra inovar um pokito (mas pegando no gancho a resenha de um cara pro Dark side of the moon - ROGER WATERS VEM AÍ!!!) uma resenha da biografia do Kiss! É bem legal, se bem que o formato poderia ser melhor... é mais ler o texto dos autores que apenas ler as frases coladas lá...

Kiss: Por Trás da Máscara
Publicado no www.whiplash.net - o mais completo site de rock e metal


Chegou às livrarias brasileiras, no fim de 2006, a biografia oficial autorizada “Kiss: Por Trás da Máscara”, contando toda a história da banda americana desde a sua criação, antes mesmo de ter o nome definitivo, passando por mais de três décadas de história e chegando ao reencontro em 1996, com “Psycho Circus”.

Mas o livro, lançado pela Companhia Editora Nacional, não se apresenta como uma biografia tradicional, principalmente quando levado em conta o formato usado pelos autores David Leaf e Ken Sharp. Isto porque a maior parte da obra, traduzida por Áurea Arata e Marina Garcia, consiste em depoimentos das pessoas envolvidas. E só.

Para explicar melhor, o livro quase todo é apresentado entre aspas e com poucas narrações dos autores. Isso pode ter um efeito positivo, já que as frases são das pessoas envolvidas na história da banda (músicos, produtores, executivos de gravadora) e ninguém tem maior credibilidade que elas neste caso. Porém, esse “desaparecimento” dos autores prejudica na medida em que o livro poderia fluir com maior facilidade. Eles teriam a chance de ditar o ritmo do texto e evitar informações repetidas que vão aparecendo no decorrer da leitura.

Mas vamos à biografia propriamente dita. “Kiss: Por Trás da Máscara” é uma mistura de dois momentos diferentes, relacionados ao momento em que cada autor fez sua pesquisa. O primeiro foi David Leaf – um escritor e produtor de TV, que fez a biografia oficial dos Bee Gees –, responsável pelo primeiro terço do livro. Em 1979, ele teve uma série de encontros com os músicos do Kiss com o objetivo de produzir uma biografia. Mas o resultado nunca havia saído do papel até que, em 1990, Ken Sharp, um músico reconhecido por saber tudo sobre a banda, ficou sabendo de sua existência e sugeriu que ambos concluíssem o livro. Sharp, então, levantou informações por meio de entrevistas e, treze anos depois, o trabalho estava pronto.

Como não podia deixar de ser, Leaf conta detalhadamente os primeiros passos do Kiss, bem antes de a banda explodir no cenário norte-americano e mundial e se tornar uma das maiores do mundo. Nas conversas com os músicos, ele fala da infância de cada um, mostrando como, desde o início, as vidas de Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e Ace Frehley convergiram para chegar ao quarteto que gravaria seu primeiro álbum, auto-intitulado, em 1974.

Antes disso, passa pelas dificuldades enfrentadas por cada um no sonho (bem maluco para os padrões da época) de alcançar a fama na música, indo das bandas de garagem à fase pré-Kiss do Wicked Lester. É claro que todo o visual que os músicos decidiram usar, um dos pilares que os levaram ao estrelato, e as influências para isso, como de Alice Cooper e o New York Dolls, não poderiam passar batido.

Numa linguagem bem simples e carregada de declarações dos personagens da época, Leaf não deixa escapar detalhes e traz um material que os fãs, que querem conhecer como tudo começou por dentro e as razões que explicam o rumo que o quarteto acabou seguindo, não podem deixar de ler.

A segunda parte, escrita por Sharp, consiste num apanhado de 350 páginas (segundo ele, o resultado bruto era de 500) com entrevistas das mais diversas. E se na primeira, o outro autor quase só coloca frases, esta é feita exclusivamente delas. Membros da banda (não sendo esquecidos os que se passaram na fase sem pinturas, na década de 80, como Eric Carr, Bruce Kulick e companhia), produtores, técnicos de som, músicos convidados/contratados e executivos, alternam-se para retomar histórias do começo e chegar à reunião de 1996.

Num primeiro momento, chamado “E por falar em línguas...”, Sharp apresenta trechos das entrevistas, falando de apresentações em televisão, os filmes da banda (“Kiss Meets the Phantom of the Park” e “Detroit Rock City”) e dá um bom enfoque na volta do grupo em “Psycho Circus”. No fim do capítulo, ele “abre os gravadores” para outras personalidades e mostra como a banda influenciou gerações de músicos em declarações de artistas como Joe Perry, Ian Gillan, Geddy Lee, etc.

Um dos momentos mais interessantes é a última parte. Nela, a discografia da banda é passada faixa por faixa. Além de os fãs saberem como surgiram tanto os clássicos quanto as músicas que ficaram esquecidas no meio deles, sutilmente se tem uma noção de como foi o caminho da banda na época não abrangida por Leaf. Entende-se, por exemplo, como a vontade de Gene Simmons seguir uma carreira de ator o afastou do Kiss nos anos 80 e fez com que o trabalho recaísse em sua maioria em Paul Stanley.
Por sinal, nem tudo são maravilhas. Saber que muitas vezes músicos contratados assumiram os instrumentos nas horas das gravações faz com que a magia do Kiss suma um pouco e os aproxime das “bandas mortais” por alguns momentos. Mas esta é só uma das revelações (pode-se falar até em surpresas) que esta biografia conta.
Com as ressalvas já feitas, frutos da escolha dos autores, e mais uma, já que a morte de Eric Carr poderia ter um espaço bem maior, “Kiss: Por Trás da Máscara” faz por merecer em ser a biografia autorizada de uma das maiores bandas da história da música. Para quem acha que já sabe tudo de Kiss, melhor repensar e ler o livro para ver se não está faltando nada!
Vale citar o material gráfico de alta qualidade, com fotos inéditas. Mas faltaram imagens de quem passou pelo quarteto nos anos 80, assim como a capa dos álbuns para ilustrar melhor a última parte.

Ah, para que ninguém tenha dúvidas, sim: Ace e Peter estão bêbados na foto de capa, tirada no alto do Empire State Bulding, em Nova York, em uma das diversas maluquices de Gene e Paul. Mas, alguém teria dúvidas?

K, te amo, minha linda! Mas vc podia vir me visitar aqui de vez em quando...

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

desculpaaaaaa.... mas tô aki de volta!!! já até coloquei nos favoritos!!!
pelo menos te ajudei a corrigir neh!?!?
tb te amo meu amor!!!
milhões de beijoks!!

1/3/07 09:54  

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